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quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Um ano de João Pessoa como Cidade Criativa

No dia 31 de outubro de 2017, a cidade de João Pessoa entrou para o seleto grupo da Rede Mundial de Cidades Criativas da Unesco (UCCN). A capital, se junta a 180 cidades do mundo, que recebem incentivo a economia criativa. A capital da Paraíba é a única cidade do Brasil reconhecida pela Unesco que tem como fonte o artesanato e as artes populares.

Fórum Internacional de Cidades Criativas
No mês de junho de 2018, o atual prefeito, Luciano Cartaxo, viajou a Cracóvia, na Polônia, para apresentar as ações de incentivo já desenvolvidas pela capital paraibana no XII Fórum Internacional de Cidades Criativas, firmando assim João Pessoa no grupo de cidades criativas.

Reconhecida como referência no país inteiro com a fundação do Celeiro Criativo, do AnimaCentro e de ter sediado o primeiro Encontro de Cidades Criativas da Unesco do Brasil (ECriativa), a cidade se prepara para no mês de novembro de 2018 receber a Feira Internacional de Economia Criativa. O evento é uma iniciativa inédita do município, e tem a  confirmação de várias outras cidades criativas tanto do Brasil, quanto de outros lugares do mundo, trazendo juntas a ideia de demonstrar melhores práticas dentro dos componentes representativos de cada uma.
Celeiro Criativo

Um ano depois dessa inserção, o mercado produtivo cultural da cidade de João Pessoa vem cada vez mais se tornando um ponto de atenção para o mercado mundo afora. Mesmo com pouco tempo, essas medidas vem trazendo lucros para a cidade e todos os envolvidos no projeto. A criação do Celeiro Criativo, inaugurado neste ano pela Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), um local de acolhimento de artesãos e uma nova referência de eventos culturais, transformando a vida de muitos trabalhadores que veem no artesanato sua fonte de renda.





quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Conheça um pouco da história e atuação do Núcleo de Documentação Cinematográfica da UFPB


O NUDOC (Núcleo de Documentação Cinematográfica) foi criado em 1980 e seu surgimento ocorreu por conta de problemas locais para realização da Jornada de Cinema da Bahia, evento de cinema alternativo que acontecia em Salvador desde o início da década de 1970. O evento corria o risco de não se realizar em 1979, mas graças à articulação de cineastas e autoridades governamentais o evento aconteceu em João Pessoa. Na ocasião vem à Paraíba o renomado cineasta francês Jean Rouch, mentor da Associação Varan, formadora de cineastas em países da África.
Com isso foi firmado convênio entre a UFPB e a Varan, resultando na ida de produtores locais para estágios de cinema na França. Sua primeira atividade é ministrar os estágios de Cinema direto a partir do método de trabalho da Associação Varan (França). Nos primeiros anos, estagiários que finalizavam seus filmes eram selecionados para realizar novo estágio na França. Isso gerou um expressivo ciclo de produções na primeira metade da década de 1980.
Descrição para cego: Sala de exibições do Núcleo vista de trás em meia luz durante sessão de um produto na parede. (Foto: Luzia Costa)
O NUDOC teve várias fases, uma das mais acentuadas foi a  que realizou cursos contínuos a nível de extensão. João de Lima, coordenador do NUDOC, ressalta a importância das parcerias, como a que o Núcleo fez com um grupo de cineastas franceses para realização de uma prévia de Seminário Internacional de Documentários. Através de parcerias, o Núcleo oferece workshops a cada dois anos, cursos que duram dois e três meses, como iniciação em audiovisual.
Atualmente o NUDOC serve de acervo e produtor de documentários, além de ter papel fundamental na preservação da memória cultural cinematográfica. É referência na Universidade Federal da Paraíba no tocante ao direito ao acesso da cultura, prevista na Constituição Federal de 88, Art. 215: "O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais."
Visando ampliar o alcance de seu acervo, já foram digitalizados cerca de 90 títulos, como curtas que foram produzidos pelo Núcleo, que alguns estão à disposição na conta no VIMEOO núcleo garante uma interface com as pessoas da cidade, que atrai a população com exibição de produções visuais diversas.
O NUDOC executa também o projeto fixo Caminhos da Extensão, quando alguém faz uma demanda e eles levam o projetor, cinema ao ar livre. Além disso, o Núcleo também está em parceria com o CCTA, garantindo exposições no Cine Aruanda, debates e outras atividades.
Joanderson Almeida

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Laboratório da UFPB tem revelado cineastas Paraíba adentro


O JABRE, projeto que está inserido dentro da política de interiorização do cinema da PRAC/COEX, visa fomentar o surgimento de jovens cineastas no interior do Estado.  Em atuação desde 2010, o projeto é coordenado pelo cineasta paraibano Torquato Joel e acontece uma vez ao ano. Ao longo de todas as edições, já participaram roteiristas de mais de 30 cidades da Paraíba.
 Descrição para cego: Jovens roteiristas do JABRE produzindo no laboratório ao ar livre, no terraço de uma casa no interior o estado, com mesas de plástico, notebook e cerca de 16 pessoas. (Foto: JABRE)
       O laboratório tem obtido grandes resultados a partir do reconhecimento de suas produções. Cineastas que surgiram no JABRE já foram premiados em festivais nacionais e internacionais. O filme ILHA, por exemplo, de Ismael Moura, obteve 75 prêmios em festivais até agora. Sua última conquista foi o prêmio de Melhor Curta metragem com o Troféu Dom Tomás Balduino de Direitos Humanos na Mostra de Cinema e Direitos Humanos em Goiânia.
       O JABRE surgiu a partir do Projeto Viação Paraíba, também coordenado por Torquato Joel. A ideia originou-se após o cineasta perceber que as ações do Projeto Viação precisavam de continuidade para estimular o interesse em cinema. A partir daí foi criado o laboratório visando garantir a imersão dos participantes na prática de criação de roteiro.
       As ações do projeto propõe, momentos em que os jovens roteiristas podem trocar ideias e aprender com a experiência em grupo. Mas além disso, é também uma oportunidade de representatividade. A interiorização do cinema paraibano, um dos pilares do JABRE, é um estímulo a produção cinematográfica em áreas distantes dos grandes centros, para que desta forma, diferentes temáticas e abordagens sobre diferentes locais sejam retratadas nas telas.

Descrição para cego: Participantes posando para foto na cidade de São José de Piranhas/PB. Foto tirada de cima, mostrando ao fundo o relevo da área e mais na frente a equipe reunida. (Foto: JABRE)

     Para participar, os interessados devem apresentar uma ideia, que será transformada em roteiro, além de um argumento que ressalte a importância deste tema ser retratado no cinema. Os participantes elegem os melhores roteiros, que darão origem as produções cinematográficas realizadas no projeto. Para mais informações clique aqui.

Joanderson Almeida

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Poeta paraibano é homenageado em premiação do Minc

Descrição para cegos: xilogravura mostra o poeta no centro de uma aura cercada por simulações de estrelas. Em torno da sua cabeça lê-se “Homenagem a Leandro Gomes de Barros”. Embaixo, está escrito: “Culturas Populares” e, em seguida, “2017”. Dos cantos da imagem saem linhas como raios solares.
Por Nayla Georgia

        Neste ano, a quinta edição do Prêmio Culturas Populares homenageia o poeta Leandro Gomes de Barros, paraibano que fez sua carreira literária em Pernambuco. 
Nascido no município de Pombal, na Paraíba, em 19 de novembro de 1865, Leandro foi escolhido por ser referência histórica da cultura popular, sendo o criador da literatura de cordel. Suas raízes líricas vêm de cedo, pois desde muito jovem teve contato com a literatura. Em sua infância, foi educado pela família do tio materno, o Padre Vicente Xavier de Farias, que o levou ainda bebê para morar na Vila do Teixeira, berço da Literatura Popular nordestina.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Festas à padroeira dos negros acontecem em outubro


Descrição para cegos: foto do cortejo dos reis negros, parte integrante da festa. Mostrar um grupo de pessoas com roupas formais e adereços como faixas e coroas. Eles são seguidos por uma multidão e, ao fundo, se vê parte de uma roda gigante de parque de diversões.
A tradicional festa de Nossa Senhora do Rosário, padroeira dos negros no Brasil, acontece neste final de semana no município de Santa Luzia. A celebração é um marco na cultura popular de comunidades negras e faz parte das festividades que acontecem no Seridó Nordestino. A tradição também é celebrada em outras cidades, como Pombal-PB e Caicó-RN, mas em datas diferentes para não coincidir a festa em dois locais na mesma data. Conheça a rica história das festas a Nossa Senhora do Rosário e saiba mais detalhes no blog Folk Mídia, do professor da UFPB Osvaldo Trigueiro, clicando aqui. (Nayla Georgia)

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Preconceito faz parte da rotina de ciganos na PB

Descrição para cegos: imagem de idosa e criança ciganas contendo um texto sobre a imagem dizendo “Ciganos: o povo invisível”. 
A comunidade cigana da Paraíba ainda sofre com situações de descriminação, preconceito, intolerância e abuso de autoridade, mesmo tendo seus direitos assegurados pela lei. No município de Condado, sertão da Paraíba, os ciganos são vítimas dos próprios órgãos públicos, que além de não oferecerem condições de igualdade, contribuem para a exclusão. A situação desse grupo foi objeto de reportagem da Assessoria de Comunicação do Ministério Público Federal na Paraíba para o site do órgão. Para ler, clique aqui. (Nayla Georgia)

segunda-feira, 27 de março de 2017

A Máquina: muito mais que uma história de amor

Descrição para cegos: cartaz do filme com o título na parte superior, tendo como fundo do letreiro imagem do coração de Cristo, de onde saem raios. Abaixo a representação se repete na roupa do protagonista, que é abraçado por traz por seu par romântico. Nas laterais esquerda e direita aparecem, de cada lado, dois personagens masculinos do filme. Na parte inferior os nomes dos atores e patrocinadores, sendo possível ler os de Paulo Autran, Gustavo Falcão e Mariana Ximenes.
Por Laura Crystiane

O filme brasileiro A Máquina: o Amor é o Combustível, dirigido por João Falcão, inspirado no livro de mesmo nome da autora Adriana Falcão, conta uma história de amor. Com um enredo bem elaborado, a trama vai além do romance dos protagonistas Antônio (Gustavo Falcão) e Karina (Mariana Ximenes) retratando o êxodo rural e as manifestações culturais nordestinas.

sábado, 13 de junho de 2015

Xamãs no litoral da Paraíba


     Pesquisa mapeia atividades xamanísticas no litoral da Paraíba. O projeto é orientado pelo professor Fabio Mura, do Departamento de Ciências Sociais do Campus da UFPB no Litoral Norte. Tem o objetivo de registrar atividades praticadas pelos xamãs entre os descendentes dos povos potiguara e tabajara no estado.
A pesquisa também aborda elementos da cultura indígena que se adaptaram às mudanças pelas quais esses povos passaram. Essas adaptações foram essenciais para a propagação de seus costumes para as novas gerações.
Eu entrevistei o professor Fabio Mura para o Espaço Experimental, programa do Laboratório de Radiojornalismo do curso de Jornalismo da Universidade Federal da Paraíba. O programa vai ao ar na Rádio Tabajara AM, 1.110 Khz, às 9h da manhã do sábado. (Jade Vilar)

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

A cultura da violência no futebol

por Élison Silva


Violência em estádio no Egito

Muita gente diz por aí que o futebol é um esporte que une os povos. A Copa do Mundo é um exemplo de confraternização de todos os povos do mundo em torno de um esporte. Nem a Olimpíada, onde já houve ataque terrorista (Munique 72), tem tamanho poder.
O futebol que paralisou a Primeira Guerra Mundial, e que fez o Santos de Pelé interromper uma guerra civil no Congo, cada dia que passa vem regredindo em seu poder de pacificação.
Infelizmente, o que une Brasil, Egito, Alemanha, Turquia, Itália e muitos outros países ultimamente é a infeliz coincidência de mortes causadas por brigas entre torcidas de clubes de futebol.
Já não é mais notícia confronto de torcidas em clássicos, emboscadas para agredir rivais, pancadaria nas arquibancadas.