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| Descrição para cegos: foto com uma placa com a frase” Atendimento Educacional Especializado” pregado em porta fechada, sobreposta por grande igualmente fechada / Foto: Natália Mélo |
Por Natália Mélo
Qualquer
pessoa comum ao andar pelos corredores da Universidade Federal da Paraíba imaginará
que é basicamente simples percorrer os espaços, protegendo-se de pequenos
atropelos, que por descuido, dedicação maior ao celular, ou mesmo, uma boa
conversa, podem causar uma torção de tornozelo, uma tropicada que gerará risada
e /ou vergonha.
Mas para 890
estudantes da Instituição não é bem assim, são deficientes de visão, locomoção,
cognição, entre outras deficiências,
que sentem no ato de irem à sala de aula, um verdadeiro jogo, quase uma
luta, com obstáculos, e inimigos à frente, isso mesmo, inimigos. A estrutura de
precária acessibilidade ganha requintes de crueldade com ciclistas e
motociclistas estacionados ou em curso pelas passarelas, cadeiras abandonadas
nas portas de sala, que junto às grades sem trava, balançam ao sabor do vento
virando desafios.
