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segunda-feira, 20 de maio de 2019

Pista de maratona na UFPB

Descrição para cegos: foto com uma placa com a frase” Atendimento Educacional Especializado” pregado em porta fechada, sobreposta por grande igualmente fechada / Foto: Natália Mélo


Por Natália Mélo

       Qualquer pessoa comum ao andar pelos corredores da Universidade Federal da Paraíba imaginará que é basicamente simples percorrer os espaços, protegendo-se de pequenos atropelos, que por descuido, dedicação maior ao celular, ou mesmo, uma boa conversa, podem causar uma torção de tornozelo, uma tropicada que gerará risada e /ou vergonha.
       Mas para 890 estudantes da Instituição não é bem assim, são deficientes de visão, locomoção, cognição, entre outras deficiências,   que sentem no ato de irem à sala de aula, um verdadeiro jogo, quase uma luta, com obstáculos, e inimigos à frente, isso mesmo, inimigos. A estrutura de precária acessibilidade ganha requintes de crueldade com ciclistas e motociclistas estacionados ou em curso pelas passarelas, cadeiras abandonadas nas portas de sala, que junto às grades sem trava, balançam ao sabor do vento virando desafios.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Rubacão Jazz: resgate ao Jazz e economia criativa

“Vejo isso como uma forma de a banda homenagear os compositores e os arranjadores nordestinos”. Essas são palavras de Deide Santos, uma das integrantes da Rubacão Jazz. Criada em 2013, a Big Band Rubacão Jazz surgiu como laboratório para experimentar ritmos do Brasil e do mundo. “O que me chama atenção aqui é o repertório da banda, que trabalha muitos arranjos de maestros da nossa cidade”, completou a estudante sequencial do curso de Música.
Coordenado pelo professor Alexandre Magno, o projeto é vinculado ao Departamento de Música, no Centro de Comunicação, Turismo e Artes (CCTA), da UFPB. O grupo segue o estilo Big Band Americana, com trompetes, trombones, saxofones, piano, baixo, guitarra, bateria e percussão. Além de atuar como laboratório musical para estudantes, o projeto possui outros objetivos, entre eles formar plateia e trabalhar a economia criativa.
Para formação de plateia, trabalha-se com a produção de conteúdo para as redes sociais do projeto. Conjuntamente, utiliza-se o capital intelectual e cultural do grupo para gerar recursos. “Estamos aprendendo como ‘vender’ o grupo, criando web pages e produtos (CDS, camisas etc.)”, explica Alexandre. Por meio dessas ferramentas, o projeto incentiva a participação do público nos shows e desenvolve o espírito empreendedor nos membros da equipe. 
Alexandre Magno é Bacharel em Trombone Baixo, pela Universidade Federal da Paraíba, e já estudou nos EUA. Ao longo dos anos, adquiriu vasta experiência em big bands. Segundo ele, o nome “Rubacão Jazz” foi pensado para dar ao nome do grupo um elemento local de identidade. 

Descrição para cego: A imagem foca na regência do Maestro durante apresentação. Desfocados na foto estão dois integrantes da banda que tocam de costas para a câmera e de frente ao público. (Foto: Reprodução)
         Igor de Tarso, saxofonista licenciado em música na UFPB, está no projeto desde sua criação. Ele entrou na Rubacão no início do curso e hoje, depois de formado, ainda faz parte do quadro de músicos da banda. Ele conta que a sua vivência na banda foi fundamental no crescimento do seu nível técnico como músico: “Entrei na Rubacão para ganhar mais contato com o ambiente musical popular, mas, além disso, tem me ensinado a conviver em grupo, a refletir em conjunto, acolher e discutir propostas”. 
Descrição para cegos: Foto tirada de longe mostrando a banda em palco durante apresentação. (Foto: Reprodução)
Durante os quatro anos de existência, o grupo já tocou em outros estados e recebeu convites para se apresentar nos EUA. Em 2017, o grupo se apresentou pela 3º vez no Festival Douradense de Música, no Mato Grosso do Sul, levando assim o nome da UFPB para fora do Estado, e realizou muitas apresentações; a previsão é que elas continuem aumentando. 
Assim, a  Big Band Rubacão Jazz leva uma ação produzida pela Extensão da UFPB para fora do Estado, garantindo para um amplo público espetáculos de qualidade.
Joanderson Almeida

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Danças Populares contribuem para a difusão cultural

Para cego ver: dançarinos entusiasmados em apresentação. 

Por Lylyanne Braz

De todas as formas de arte, a dança é considerada a mais antiga de todas e também a única que dispensa a utilização de materiais e ferramentas. Para expressar a arte da dança o ser humano precisa basicamente do corpo e da sua vitalidade. Desde a mais tenra idade, com o simples mover do corpo, seguindo uma coreografia em sintonia com certo ritmo musical, qualquer criança pode expressar a arte da dança. Dessa forma, aprendemos desde cedo que a dança é uma maneira extraordinária de expressarmos nossos sentimentos e experiências mais subjetivas.
Sabendo disso, o Festival de danças populares que é resultado do trabalho de extensão de alunos da UFPB com crianças e adolescentes de escolas de João Pessoa e cidades circunvizinhas, promove um encontro democrático de ampla participação popular que incentiva a prática da dança como expressão artística e contribuindo para a difusão cultural e desenvolvimento regional.
O Festival é organizado pelos alunos da Disciplina de Manifestações Culturais do curso de Educação Física da Universidade Federal da Paraíba, sob a Coordenação do professor-doutor Marcello Bulhões. O projeto desenvolve a prática de 27 danças populares brasileiras culminando na realização do festival. A edição 2018 contou com a presença de mais 300 crianças de 16 escolas públicas. Além dos trabalhos desempenhados com as crianças, a programação incluiu também uma homenagem à mestra Ana de Gurugi, da Comunidade Quilombola do Gurugi, localizada no Município do Conde, considerada força motriz no ensino das danças populares na Paraíba.
“Este trabalho é de grande importância para o desenvolvimento cultural e o educativo dos alunos, possibilitando a ampliação do acervo cultural e o respeito à cultura local. Também é observada nos estudantes a questão da melhoria da criticidade, criatividade, superação de seus limites e as relações interpessoais”, disse o coordenador.
Especialmente nos últimos séculos, com o desenvolvimento da sensibilidade artística a dança se firmou como uma das maiores manifestações estética, cultural, de lazer e de importância pedagógica por todo o mundo. A participação de estudantes em um evento artístico-musical pode servir como meio de aprendizagem prazerosa e para o desenvolvimento da consciência do movimento e da arte da dança.

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Conheça um pouco da história e atuação do Núcleo de Documentação Cinematográfica da UFPB


O NUDOC (Núcleo de Documentação Cinematográfica) foi criado em 1980 e seu surgimento ocorreu por conta de problemas locais para realização da Jornada de Cinema da Bahia, evento de cinema alternativo que acontecia em Salvador desde o início da década de 1970. O evento corria o risco de não se realizar em 1979, mas graças à articulação de cineastas e autoridades governamentais o evento aconteceu em João Pessoa. Na ocasião vem à Paraíba o renomado cineasta francês Jean Rouch, mentor da Associação Varan, formadora de cineastas em países da África.
Com isso foi firmado convênio entre a UFPB e a Varan, resultando na ida de produtores locais para estágios de cinema na França. Sua primeira atividade é ministrar os estágios de Cinema direto a partir do método de trabalho da Associação Varan (França). Nos primeiros anos, estagiários que finalizavam seus filmes eram selecionados para realizar novo estágio na França. Isso gerou um expressivo ciclo de produções na primeira metade da década de 1980.
Descrição para cego: Sala de exibições do Núcleo vista de trás em meia luz durante sessão de um produto na parede. (Foto: Luzia Costa)
O NUDOC teve várias fases, uma das mais acentuadas foi a  que realizou cursos contínuos a nível de extensão. João de Lima, coordenador do NUDOC, ressalta a importância das parcerias, como a que o Núcleo fez com um grupo de cineastas franceses para realização de uma prévia de Seminário Internacional de Documentários. Através de parcerias, o Núcleo oferece workshops a cada dois anos, cursos que duram dois e três meses, como iniciação em audiovisual.
Atualmente o NUDOC serve de acervo e produtor de documentários, além de ter papel fundamental na preservação da memória cultural cinematográfica. É referência na Universidade Federal da Paraíba no tocante ao direito ao acesso da cultura, prevista na Constituição Federal de 88, Art. 215: "O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais."
Visando ampliar o alcance de seu acervo, já foram digitalizados cerca de 90 títulos, como curtas que foram produzidos pelo Núcleo, que alguns estão à disposição na conta no VIMEOO núcleo garante uma interface com as pessoas da cidade, que atrai a população com exibição de produções visuais diversas.
O NUDOC executa também o projeto fixo Caminhos da Extensão, quando alguém faz uma demanda e eles levam o projetor, cinema ao ar livre. Além disso, o Núcleo também está em parceria com o CCTA, garantindo exposições no Cine Aruanda, debates e outras atividades.
Joanderson Almeida

sábado, 22 de outubro de 2016

Analisar aspectos comportamentais ajuda a explicar o jeitinho brasileiro



Descrição para cegos: foto mostra o professor falando sentado, tendo as mãos cruzadas próximo ao queixo. 
       Quebrar normas sociais, burlar sistemas e utilizar métodos corruptos são exemplos do que é conhecido como “jeitinho brasileiro”. Geralmente, esse termo se refere ao conjunto de atitudes praticadas com a intenção de obter benefícios próprios. Esse lado negativo do comportamento é assumido por indivíduos que agem pautados por valores flexibilizados. Uma pesquisa na UFPB busca esclarecer o que é o “jeitinho brasileiro” e como os valores humanos, a personalidade e a cultura estão ligadas a essa prática. Ouça a entrevista do repórter Felipe Lima com o professor Valdiney Gouveia para o programa Espaço Experimental, que é produzido pela Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB e vai ao ar todos os sábados, às 9h, na Rádio Tabajara AM (1.110 KHz). (Mary Jéssica).