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Descrição
para cegos: Guilavogui, jogador do Wolfsburg da Alemanha, em atividade com a
faixa de capitão nas cores do arco-íris Foto: Tobias Schwarz / AFP
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Por Samuel de Brito
A realidade em vários lugares é
preocupante. Em 72 países do mundo a homossexualidade é crime. Em 13, leva a
morte. O Brasil é o país em que mais se matam homossexuais. A masculinidade
tóxica, em que a força física é tudo e o emocional não tem espaço pois seria
uma fraqueza, está presente na sociedade e reflete também no esporte. A
dificuldade em assumir sua orientação sexual no meio dos atletas de futebol,
por exemplo, passa pelo ambiente extremamente voltado para a afirmação da
masculinidade, pela aceitação nos vestiários e no convívio com os colegas.
Recentemente
através das redes (anti)sociais o debate sobre a presença de transexuais nos
esportes de alto nível tem sido acalorado. Isso ocorre pela presença de
Tiffany, uma mulher trans que joga pelo Vôlei Bauru, equipe de São Paulo. Ela
foi a primeira a atuar na Superliga (campeonato de elite do vôlei brasileiro).

