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quinta-feira, 25 de abril de 2019

O esporte como ferramenta educativa no combate à homofobia

Descrição para cegos: Guilavogui, jogador do Wolfsburg da Alemanha, em atividade com a faixa de capitão nas cores do arco-íris Foto: Tobias Schwarz / AFP

Por Samuel de Brito

          A realidade em vários lugares é preocupante. Em 72 países do mundo a homossexualidade é crime. Em 13, leva a morte. O Brasil é o país em que mais se matam homossexuais. A masculinidade tóxica, em que a força física é tudo e o emocional não tem espaço pois seria uma fraqueza, está presente na sociedade e reflete também no esporte. A dificuldade em assumir sua orientação sexual no meio dos atletas de futebol, por exemplo, passa pelo ambiente extremamente voltado para a afirmação da masculinidade, pela aceitação nos vestiários e no convívio com os colegas.

Recentemente através das redes (anti)sociais o debate sobre a presença de transexuais nos esportes de alto nível tem sido acalorado. Isso ocorre pela presença de Tiffany, uma mulher trans que joga pelo Vôlei Bauru, equipe de São Paulo. Ela foi a primeira a atuar na Superliga (campeonato de elite do vôlei brasileiro).

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Retrocessos

Por Joel Cavalcante


Por muito tempo os comentários e as piadas contra pessoas LGBT, negras, gordas, de religiões não majoritárias eram tidas como normais na escola. Na década de 1990, onde estudei, por exemplo, chamar o outro menino de viado ou fresco era uma coisa comum. Bastava ser um pouco afeminado para ser estigmatizado pelo grupo. As pessoas gordas eram chamadas de baleias. Algum praticante ou filho de praticante de alguma religião afro era tido como servo do demônio. Nenhuma professora ou professor fazia nada. Pelo contrário, a agressão verbal (quando ficava apenas nisso) era uma forma de chamar a atenção da vítima para que mudasse de comportamento e ficasse igual às outras pessoas.

Naquele tempo, até os evangélicos, pasmem, eram discriminados! Como o Brasil e, sobretudo os municípios interioranos, eram majoritariamente de religião católica, todos que estivessem à margem eram alvos de preconceitos e discriminações. Lembro de ouvir muita gente falar que os “crentes” não prestavam porque negavam Nossa Senhora. No mês de maio, mês mariano, era constrangedor como as escolas eram preparadas para reverenciar a mãe de Jesus, levando todos para auditórios onde eram cantadas canções católicas, sobretudo de Padre Zezinho, sem levar em conta outras crenças presentes.