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terça-feira, 29 de setembro de 2015

Salvadores humanitários ou financiadores de guerra?

Rachel Unkovic/International Rescue Committee
Atualmente o mundo vive o que a mídia intitula de uma das maiores crises migratórias da humanidade. Mais de 300 mil pessoas já tentaram atravessar ilegalmente o mar Mediterrâneo este ano e mais de 2,5 mil morreram na travessia. Os Estados mais poderosos do mundo relatam gastos exorbitantes com doações para conter a crise humanitária. Os imigrantes, em sua maioria, fogem de guerras civis, conflitos financiadas em grande parte pelos países que mais dizem doar e menos aceitam acolhê-los. João Fernando Finazzi e Reginaldo Nasser, mestrando e professor respectivamente, do curso de Relações Internacionais da PUC, debateram o assunto em texto publicado no portal Forum. (Jade Vilar)

 O mito da intervenção humanitária

Joao Fernando Finazzi e Reginaldo Nasser

 Desde 2011 foram alocados por volta de US$ 16 bilhões em ajuda militar para o conflito sírio, abastecendo as mais variadas facções, incluindo o Estado Islâmico e o próprio regime de Bashar. Os países que destinaram mais recursos são, ao mesmo tempo, os que menos aceitam os sírios provenientes da guerra.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Meninos perdidos do Sudão: a história que virou filme

Meninos perdidos do Sudão” é o nome dado aos mais de 20 mil jovens de várias etnias sudanesas perseguidas que procuraram proteção em campos de refugiados durante a 2ª guerra civil no país (1983-2005), que provocou mais de 2,5 milhões de mortes. “Uma boa mentira” retrata a história de quatro desses meninos, a partir da destruição de sua aldeia e a morte de seus pais, sua caminhada ao longo de desertos e savanas para chegar a um campo de refugiados no Quênia, e anos depois ser acolhidos nos Estados Unidos. O filme retrata as nuances sociais e psicológicas de imigrantes marcados pela violência da guerra, tentando se adaptar a uma nova cultura, em uma nova sociedade. O filme também gerou controvérsias quanto ao ponto de vista dos Estados Unidos como salvador da situação e a atriz branca estampando os cartazes de divulgação do filme apesar de ela ser personagem secundária na história. Polêmicas a parte, ao longo da história as culturas se misturam e percebemos que por mais difícil que seja a adaptação, toda pessoa pode se apropriar dos elementos culturais e sociais da sociedade em que está inserida, basta que se sinta acolhida. (Jade Vilar)


Resenha de “A Boa Mentira”
Por Samantha Martins
O filme é sobre crianças do Sudão do Sul, que fugiram de suas vilas após a guerra civil. Elas se deslocaram mais de 1.000km até um campo de refugiados no Quênia. Ou seja, os protagonistas da história são pessoas negras. Várias crianças negras que passam a adolescência e parte de sua juventude em um campo de refugiados.