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quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Instituto Pretos Novos vence prêmio cultural

Descrição para cegos: foto de uma representação artística exposta na galeria do Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos. Há 3 imagens separadas, sendo, respectivamente, de um homem negro, uma mulher negra e um homem indígena, todos despidos. Colado nas imagens há conchas do mar, sendo duas delas posicionadas em local estratégico para esconder as genitais masculinas, enquanto na foto da mulher as conchas ficam acima e abaixo de seu corpo. (Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil)
Por Nayla Georgia

        O vencedor da quarta edição do Prêmio de Expressões Afro-Brasileiras na categoria especial de preservação de bens culturais foi o Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos (IPN). O instituto faz parte do Circuito Histórico e Arqueológico da Celebração da Herança Africana no Rio de Janeiro e tem sido uma organização importante para a preservação da cultura afro-brasileira no país.
        Segundo Merced Guimarães, diretora e fundadora do IPN, a premiação foi recebida num momento oportuno, pois a organização estava em crítica situação financeira. A cerimônia de entrega da premiação aconteceu no dia 31 de julho e concedeu ao IPN uma verba de R$100 mil para ajudar na conservação de seu patrimônio.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Serra da Barriga é patrimônio cultural do Mercosul

Descrição para cegos: duas ocas, uma maior e outra menor no meio de uma área com grama e árvores ao redor
Situado em Alagoas, o Parque Memorial Quilombo dos Palmares é o terceiro bem declarado Patrimônio Cultural do Mercosul. O título foi validado no último dia 8. De acordo com o site do Minc, é uma forma de reconhecer as comunidades de origens africanas presentes na América, como também, de reparar as práticas de ódio e racismo ocorridas contra os povos quilombolas e negros atormentados por décadas e que hoje, através de seus depoimentos de luta e defesa, reconfiguram o referencial histórico cultural dos descendentes afro dos países do Mercosul. Saiba mais . (Jaqueline Lima)


sexta-feira, 21 de abril de 2017

Precisamos falar sobre a música negra

Descrição para cegos: foto de quatro músicos negros tocando Jazz. Um toca saxofone, ao seu lado, outro está tocando trompete, atrás destes dois, outro segura um contrabaixo acústico e, no canto da foto, um músico toca piano, de costas para a câmera. Todos vestem paletó e gravata.

O artigo
Por que precisamos provar que a música negra é negra?, publicado no Obuli aborda a apropriação cultural no universo da música de origem afro. O autor, Jun Alcântara, problematiza o protagonismo branco em gêneros musicais criados por negros. Ele faz uma retrospectiva da música negra desde o Jazz Bebop, que surgiu como um estilo tocado por negros, para um público branco, ao rap nacional, que para o autor é a maior forma de expressão política dos negros. Jun afirma que ninguém é contrário à participação de pessoas brancas na música negra, mas denuncia a falta de espaço para os cantores negros nos seus próprios gêneros musicais.(Priscila Monteiro)

terça-feira, 2 de junho de 2015

Conexão Suíça-África: casei- me com um samburu

Reprodução/ A Massai Branca
O Samburu, do Quênia, é um dos grupos que compõem 19% das etnias minoritárias do país. Trata-se de um povo nômade e, por isso, suas casas são construídas de forma que possam ser desmontadas facilmente. As construções utilizam apenas barro, couro e grama. Na sociedade Samburu, as mulheres têm o clitóris removidos na infância, são tratadas como propriedade dos homens e sequer podem comer com eles. Conheça a história do livro, que virou filme, A Massai Branca (The White Masai), baseado na autobiografia de Corinne Hofmann, suíça, empresária bem-sucedida e rica, que largou tudo e foi morar na África ao se apaixonar por um guerreiro Samburu. (Jade Vilar)

Antropologia jurídica:
cultura e direito no filme “A Massai Branca”
Érica Barbosa e Erinaldo Ferreira

O filme A Massai Branca, uma produção alemã de 2005, dirigida por Hermine Huntgeburth, conta a história de uma turista suíça em visita ao Quênia, onde conhece um guerreiro Samburu. Uma atração inicial, mostrada pela cumplicidade na troca de olhares, aproxima o casal e dá início ao relacionamento tratado na filmagem.