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sábado, 10 de junho de 2017

A não abordagem das culturas indígena e afro


Descrição para cegos: dois indígenas caracterizados com pintura, cocar, colar e braçadeiras, de perfil, olhando para baixo. (foto: Unesco)


A Unesco aborda em seu site uma problemática existente acerca da diversidade cultural no Brasil: a falta de abordagem cultural dos povos indígenas e afrodescendentes, que, de acordo com a Organização, são dois grupos minoritários que detém os piores indicadores sociais do Brasil. Para a Unesco, o descaso com as práticas culturais desses dois povos reafirma a desigualdade social do país, apesar de há poucos anos ambos terem começado a receber políticas sociais específicas. A organização reforça a necessidade de medidas para preservar as tradições indígenas e a cultura africana no Brasil. Para ler, clique aqui. (Priscila Monteiro)

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Símbolo cultural e empatia seletiva



Descrição para cegos: fotos de Thauane Cordeiro e Dandara Tonantzin Castro, ambas usando turbante.

O turbante, símbolo cultural, social e religioso de vários povos, este ano motivou muito debate sobre apropriação cultural. Em fevereiro, Thauane Cordeiro, jovem branca, relatou em seu Facebook que foi desprezada por mulheres negras por usar turbante. Ainda neste ano, Dandara Tonantzin, mulher negra, usava turbante na formatura de alguns amigos quando um homem branco arrancou o turbante de sua cabeça. Dandara também utilizou o Facebook para desabafar sobre o caso. No entanto, os dois posts sobre o mesmo emblema: o turbante, tiveram distintas repercussões nas redes sociais, conforme narra o jornalista Rafael Bruza em matéria no portal Independent jor. (Priscila Monteiro)

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Falar língua portuguesa é militância

Mia Couto. Foto: Wkimedia Commons/Voice of America
Descrição para cegos: Foto do escritor Mia Couto olhando para a câmera (Foto: Wkimedia Commons/Voice of America)

No Dia Internacional da Língua Portuguesa, comemorado no 5 de maio, o escritor moçambicano Mia Couto afirmou em entrevista às jornalistas Laura Gelbert e Monica Grayley da Web Rádio ONU News, que cultivar o idioma é uma “militância pela diversidade”. O escritor, que é ganhador do prêmio Camões de 2013, descreve a língua portuguesa como parte do seu corpo, e argumenta que falar a língua portuguesa é um ato de militância, considerando que há uma tendência hegemônica em adotar uma única língua no mundo. Você pode conferir a entrevista completa clicando aqui. (Priscila Monteiro)

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Da periferia para todo Pernambuco

Descrição para cegos: Reginaldo Rossi (o rei do brega) cantando em um palco com os braços erguidos e os dedos indicadores apontados para cima.
Por Priscila Monteiro

Gênero musical muito cultuado na periferia do Recife, o brega pode se tornar uma expressão cultural do estado de Pernambuco. No dia 25 de abril a Assembleia Legislativa aprovou o projeto de lei de autoria do deputado estadual Edilson Silva (PSOL), que prevê a elevação do gênero musical a expressão cultural genuinamente pernambucana.
O projeto foi aprovado com unanimidade nas comissões de Constituição e Legislação, Finanças, Administração Pública, e Educação e Cultura. Agora a proposta segue para sanção do governador do estado, Paulo Câmara.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Precisamos falar sobre a música negra

Descrição para cegos: foto de quatro músicos negros tocando Jazz. Um toca saxofone, ao seu lado, outro está tocando trompete, atrás destes dois, outro segura um contrabaixo acústico e, no canto da foto, um músico toca piano, de costas para a câmera. Todos vestem paletó e gravata.

O artigo
Por que precisamos provar que a música negra é negra?, publicado no Obuli aborda a apropriação cultural no universo da música de origem afro. O autor, Jun Alcântara, problematiza o protagonismo branco em gêneros musicais criados por negros. Ele faz uma retrospectiva da música negra desde o Jazz Bebop, que surgiu como um estilo tocado por negros, para um público branco, ao rap nacional, que para o autor é a maior forma de expressão política dos negros. Jun afirma que ninguém é contrário à participação de pessoas brancas na música negra, mas denuncia a falta de espaço para os cantores negros nos seus próprios gêneros musicais.(Priscila Monteiro)

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Após polêmica, Amazon doa livros gratuitos

Descrição para cegos: imagem de um leitor de e-book sendo olhado por uma pessoa, cuja imagem está desfocada, que segura uma xícara próximo à boca.
Por Priscila Monteiro

Após divulgar campanha que criticava ação do prefeito de São Paulo contra grafites, a Amazon Brasil foi convidada por João Doria no último dia 28 a doar livros à cidade. Em resposta, a empresa disponibilizou e-books gratuitos em seu site.
Os internautas podem baixar de forma gratuita um dos 36 livros disponíveis pelo site da Amazon.com.br. Obras de autores clássicos na literatura brasileira como Machado de Assis, Raul Pompéia e Manuel Antônio de Almeida estão disponíveis para leitura no computador, celular ou tablet.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Vídeo engraçado revela estereótipos e preconceito


Descrição para cegos: cena da entrevista ao vivo do professor Robert Kelly de sua casa à BBC. O professor está em uma cadeira na frente da câmera e sua esposa no fundo tirando seus dois filhos da sala onde Robert falava à BBC.
Por Priscila Monteiro

No dia 10 o professor norte-americano Robert Kelly concedeu uma entrevista ao vivo de sua casa à BBC para comentar o impeachment da presidenta sul-coreana Park Geun-hye. Mas a transmissão saiu surpreendentemente do planejado. Os dois filhos de Robert entraram na sala de onde o comentarista realizava a entrevista através de webcam e em seguida uma mulher com traços orientais chegou para tirar as duas crianças do local, ainda durante o link ao vivo.
O vídeo da entrevista foi postado nas redes sociais e viralizou. Em poucos dias de repercussão, as redes estavam cheias de comentários sugerindo que a mulher seria a babá das crianças.

domingo, 12 de março de 2017

Diversidade cultural na obra de Tzvetan Todorov

Descrição para cegos: foto de Tzvetan Todorov sentado com as mãos entrelaçadas.

 Em matéria no Observatório da Diversidade, a doutora em sociologia Suylan Midlej lamenta a morte do filósofo contemporâneo Tzvetan Todorov. O búlgaro morreu no início de 2017, aos 77 anos. Ele deixou um rico acervo de obras nas áreas da filosofia, linguística, antropologia e história. Suylan, admiradora do trabalho do filósofo, recomenda a leitura da produção intelectual de Todorov para o debate sobre a pluralidade de culturas. (Priscila Monteiro)

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

São Paulo cidade linda ou cidade cinza?


Descrição para cegos: fotografia dos grafites de alguns artistas de rua e dois carros passando na Avenida 23 de maio.
Por Priscila Monteiro

Um dia após tomar posse do cargo de prefeito da cidade de São Paulo, João Doria lançou o programa “São Paulo Cidade Linda”, que tem o objetivo de revitalizar a capital paulista através de 24 iniciativas que incluem a manutenção, o reparo e a limpeza de ambientes públicos, segundo o site da Prefeitura.
O programa gerou polêmica ao propor “limpar” a arte de rua das principais avenidas de São Paulo. Nas ações já realizadas na Avenida 9 de Julho e na Avenida Paulista Doria participou vestido com o uniforme de gari. E na ação realizada na Av. 23 de Maio, Doria, que também esteve presente no local, mandou cobrir de cinza trechos da avenida sob a justificativa de que as pichações foram cobertas porque estavam "envelhecidas demais ou mutilada por pichações".