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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

'Sulicídio' e centralização do Rap

Descrição para cegos: capa do disco "Sulicídio", que traz, sobre
um fundo branco, uma mancha de sangue representando parte do
mapa do Brasil, a que abrange as regiões Leste e Sul (de Minas
Gerais ao Rio Grande do Sul). Sobre a ilustração aparecem os
nomes do disco e dos artistas.

Por Rennan Ono


Em setembro não se falou de outra coisa dentro do universo do Rap brasileiro. Líderes dos grupos nordestinos DDH e Chave Mestra, Baco (Exu do Blues) e Diomedes Chinaski, respectivamente, lançaram, como um feito histórico no Rap nativo, a música Sulicídio.
Com uma letra agressiva e polêmica, Sulicídio não poupa críticas à centralização do movimento no eixo Rio/São Paulo. A dupla critica a supervalorização da produção de Rap daquela região e o esquecimento do Rap nordestino, que vive à margem do cenário nacional.
O som em questão chamou muita atenção, e não somente dos amantes do Rap. Baco e Diomedes sofreram ataques de racismo e xenofobia, sendo o último sustentado pelo estereótipo da falta d’água no sertão e por comentários a respeito do sotaque da dupla.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Hip Hop de olhos puxados


A música tem o poder de transcender barreiras físicas. É um instrumento de propagação e mistura de culturas, levando costumes e estilos diferentes de um recanto a outro do mundo, literalmente. O hip hop nasceu nos guetos americanos na década de 70 como representação da resistência negra no país e transformou-se em um cultural global, que envolve música, dança, vestimentas e representantes de impacto como os rappers Jay Z e Kanye West. O hip hop atravessou o oceano e encantou os japoneses, ao ponto de surgirem tribos como os B-Stylers: japoneses que idolatram a cultura do hip hop e têm fascínio por parecerem com os negros americanos (Jade Vilar).

B-Stylers:
A nova tribo no Japão que sonha em ser negra