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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Cartilha de português brasileiro para refugiados

As dificuldades encontradas pelos refugiados ao chegarem a outro país são diversas e inimagináveis. Dentre elas, a de adaptação à língua e à cultura local. A Agência ONU para Refugiados lançou uma cartilha de língua portuguesa em que os direitos humanos são abordados de forma transversal. O objetivo é instruir os estrangeiros sobre situações básicas do cotidiano (apresentação, preenchimento de formulários, documentos), mas também informá-los sobre seus direitos, igualdade de gênero, educação e saúde pública. (Giovana Ferreira)


Cartilha do ACNUR ensina português a refugiados sob a perspectiva dos direitos humanos

Miguel Pachioni


       "Mudar à força de um país para outro é delicado. É como morar toda vida na Zona Sul de São Paulo e depois se mudar para a Zona Leste da cidade. Você perde suas referências, não se acostuma com o novo lugar. Agora imagina ter que viajar para um país completamente diferente do seu, com outra língua e outra cultura”. 

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Apelo à comunidade internacional

Família Guarani e Kaiowá vivendo à margem de uma rodovia 

Um dos principais empecilhos à sobrevivência dos povos indígenas no Brasil é a demarcação de suas terras, motivo gerador de muitos conflitos. Porém, os procedimentos jurídicos e administrativos levam muito tempo e certas tribos, como os Guarani e Kaiowá, recorrem a órgãos internacionais para assegurar esse e outros direitos essenciais. Enquanto isso, eles enfrentam violência e intolerância em várias frentes, protagonizados por fazendeiros, pistoleiros, madeireiros e políticos. A reportagem a seguir, do portal Adital, mostra o percurso do líder indígena Elizeu Lopes em busca do apoio internacional. (Giovana Ferreira)

Sem apoio do governo brasileiro, Guarani e Kaiowá buscam solidariedade internacional

Gean Rocha
Elizeu Lopes, líder indígena do povo Guarani-Kaiowá, no Estado do Mato Grosso do Sul, concedeu, recentemente, uma entrevista na sede do Instituto Socioambiental, em São Paulo, para falar sobre os ataques frequentes e violentos de fazendeiros contra comunidades indígenas, bem como sobre o encaminhamento das denúncias às organizações e organismos internacionais, a exemplo do Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

O peso da cultura: mutilação genital feminina


Por Jade Vilar

      A mutilação genital feminina (FGM - sigla em inglês) é uma prática em que parte ou todo o órgão sexual de mulheres e meninas são removidos. De acordo com a ONU, 150 milhões de mulheres já tiveram suas vaginas mutiladas e, até 2030, outras 86 milhões podem ser violentadas.
Apesar de proibida por lei, a prática ainda vigora em 29 países africanos, no Oriente Médio, na Ásia, na América do Norte, na Austrália e na Europa, que em pesquisa recente da ONU descobriu-se ser a moradia de mais de 500 mil mulheres mutiladas.