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terça-feira, 13 de novembro de 2018

Mesário vai trabalhar de drag nas eleições 2018


Derlan vestida como Miss Daphy

Derlan de 22 anos, mostrou coragem em meio a ondas de crimes de ódio, na última eleição se montou e foi trabalhar de mesário como Miss Daphy. Maquiador profissional, Derlan já havia trabalhado como mesário nas eleições de 2016, mas decidiu se mostrar e incorporar a persona que tanto faz parte de sua vida.
Como forma de resistência, ele enfrentou o preconceito e se submeteu a ser a porta-voz de uma comunidade nesses tempos sombrios. O trabalho nas eleições deste ano foi registrado na rede social Instagram e rapidamente alcançou 7,8 mil curtidas. Em frente a comentários contrários e encorajadores , o maquiador reflete com tamanha nitidez que independente das piores falas, a sua posição deu forças a muitas pessoas. (Adan Cavalcante)

domingo, 4 de novembro de 2018

Villa Sanhauá renova o Centro Histórico com moradias dignas e cultura


Villa Sanhauá, no Centro Histórico 

Com diversas atrações para a população, há três meses a população da cidade de João Pessoa foi agraciada com uma opção em seu calendário cultural. O Villa  Sanhauá é o mais novo ponto de cultura administrado pela Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP). Na parte baixa do Centro Histórico, o projeto é composto por 17 moradias e seis lojas de diferentes empreendimentos artísticos. Com o intuito de integrar a cidade antiga com a cidade nova, a PMJP investiu R$ 4,5 milhões de recursos próprios  para dar essa nova cara a um cartão postal da capital. Saiba mais aqui. (Adan Cavalcante)

sábado, 10 de junho de 2017

A não abordagem das culturas indígena e afro


Descrição para cegos: dois indígenas caracterizados com pintura, cocar, colar e braçadeiras, de perfil, olhando para baixo. (foto: Unesco)


A Unesco aborda em seu site uma problemática existente acerca da diversidade cultural no Brasil: a falta de abordagem cultural dos povos indígenas e afrodescendentes, que, de acordo com a Organização, são dois grupos minoritários que detém os piores indicadores sociais do Brasil. Para a Unesco, o descaso com as práticas culturais desses dois povos reafirma a desigualdade social do país, apesar de há poucos anos ambos terem começado a receber políticas sociais específicas. A organização reforça a necessidade de medidas para preservar as tradições indígenas e a cultura africana no Brasil. Para ler, clique aqui. (Priscila Monteiro)

terça-feira, 23 de maio de 2017

Inaugurada Casa de Cultura de Vó Mera

Descrição para cegos: foto de Vó Mera sorrindo para câmera junto a um acervo de fotos de sua carreira artística.

Por Geovanna Adya
  
Na última semana de abril, João Pessoa ganhou mais um espaço voltado à valorização da cultura paraibana. Inaugurou no bairro do Varjão, a Casa de Cultura de Vó Mera.
O ambiente residencial expõe em suas paredes e cômodos a história da artista que caminha lado a lado com a do próprio coco de roda, ciranda e demais manifestações musicais populares locais das últimas décadas.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Cultura de quilombo-indígena foi tema de evento em João Pessoa

Descrição para cegos: foto da antropóloga Larissa Isidoro posando com um peça da exposição, que é um manequim de uma criança vestida com roupa típica do quilombo. Larissa tem o braço direito em volta dos ombros da peça. Atrás dela há vários quadros da mostra, parcialmente visíveis.

O evento aconteceu no último dia 6, na Estação Cabo Branco, e contou com apresentações culturais e roda de diálogo. Seguindo a programação, foi inaugurada a mostra Tiririca dos Crioulos: pessoas fortes na luta, que permanece até o final de junho e faz parte do projeto-ação Do Buraco ao Mundo. A iniciativa atua desde 2014 no quilombo-indígena Tiririca dos Crioulos, localizado no município de Carnaubeira da Penha, em Pernambuco. Ouça a matéria feita por Joanderson Almeida para o programa Espaço Experimental, que vai ao ar todos os sábados, às 9 h, na Rádio Tabajara AM (1.110 KHz), produzido pela Oficina de Radiojornalismo do curso de Jornalismo da UFPB. (Priscila Monteiro)

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Diversidade cultural ganha destaque no Oscar 2017

Descrição para cegos: cartazes publicitários dos filmes: "Lion: uma jornada para casa" no qual, em close, aparece a face de um jovem indiano e uma imagem em marca d’água de uma criança andando nos trilhos do trem; do filme “Um limite entre nós”, onde, em close, se destaca um casal negro abraçado sorrindo; de “Estrelas além do tempo” onde 3 mulheres negras aparecem caminhando para a frente em lugar onde está escrito no piso “NASA” e há um foguete sendo lançado ao fundo; e, por fim, o pôster de "Até o último homem" onde um soldado aparece carregando outro sobre os ombros.

Por Geovanna Adya

Um dos mais prestigiados prêmios do cinema mundial, o Oscar, ganha destaque em 2017 pelo ineditismo de suas indicações, recordes estabelecidos e diversidade cultural apontada nas obras nomeadas.

Oferecida pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas da Califórnia, Estados Unidos, a premiação, por vezes, é acusada pela crítica de favorecer o cinema norte-americano e as histórias que envolvam seus procedimentos culturais. Apesar de o comentário ser de cunho opinativo, é inegável a observação de certos padrões seguidos pela Academia.

domingo, 31 de julho de 2016

Festival de Cinema de Havana promove afirmação de identidade cultural

Descrição para cegos - cartaz do festival que, além do letreiro, mostra uma
praia de Havana com as ondas batendo nas pedras que ficam próximas a uma
calçada protegida por um cais

Por Amanda Galdino

Estão abertas, até o dia 30 de agosto, as inscrições para a 38ª edição do Festival Internacional do Novo Cinema Latino-Americano. O festival, que acontece de 8 a 10 de dezembro em Havana, Cuba, promove o reconhecimento e divulgação de obras audiovisuais que auxiliam na afirmação da identidade cultural latino-americana e caribenha.
As produções brasileiras que forem selecionadas para a Seção Competitiva Oficial do Festival de Havana, poderão contar com o auxílio da Agência Nacional de Cinema (Ancine), através do Programa de Apoio à Participação de Filmes Brasileiros em Festivais Internacionais.
No intuito de divulgar o cinema brasileiro no mercado internacional, os trabalhos selecionados poderão solicitar, junto à agência, o apoio tipo A, que consiste na confecção e envio de cópia legendada, e suporte financeiro para a promoção do filme.
Os interessados deverão fazer a inscrição no site do festival, onde estão disponíveis o regulamento e formulário de inscrição. 

quarta-feira, 24 de junho de 2015

A luta constante pela terra

FUNAI/Reprodução
Por Giovana Ferreira
O capítulo VIII da Constituição garante aos índios o reconhecimento de “sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las”. São consideradas de direito as terras ocupadas pelos indígenas em caráter permanente, utilizadas para suas atividades produtivas e necessárias a sua reprodução física e cultural.
Atualmente, a responsabilidade sobre os estudos necessários para a identificação e demarcação das terras é do órgão federal de assistência ao índio, a Funai, Fundação Nacional do Índio. Cabe a este realizar os estudos de filiação cultural e linguística, sociológicos, ambientais, cartográficos e fundiários que identifiquem os limites das terras indígenas.

sábado, 14 de março de 2015

O Estado Islâmico

Um dos assuntos mais comentados dos últimos meses, principalmente depois do ataque à revista Charlie Hebdo, em Paris, que resultou em doze pessoas mortas, é o Estado Islâmico (EI). O EI é um grupo que se baseia na interpretação rígida das leis religiosas islâmicas oriundo de uma dissidência da Al Qaeda. Depois de apossar-se de parte dos territórios do Iraque e da Síria, proclamou-se califado e tem pretensões de expansão no Oriente Médio e no norte da África. Leia a matéria abaixo para conhecer um pouco sobre esse grupo. (Élison Silva) 

Estado Islâmico: entenda a origem do grupo

Também conhecido como Isis, sigla em inglês para Estado Islâmico do Iraque e da Síria, o Estado Islâmico (EI) é um grupo muçulmano extremista fundado em outubro de 2004 a partir do braço da Al Qaeda no Iraque. É formado por sunitas, o maior ramo do islamismo. Entre os países muçulmanos, os sunitas são minoria apenas entre as populações do Iraque e do Irã, compostas majoritariamente por xiitas. Em janeiro de 2014, o Estado Islâmico declarou que o território sob seu controle passaria a ser um califado, a forma islâmica de governo.

quarta-feira, 4 de março de 2015

II Colóquio sobre Diversidade Cultural: com Annelsina Trigueiro


O II Colóquio sobre Diversidade Cultural da disciplina de Jornalismo e Cidadania foi realizado no dia 25 de fevereiro, com a professora Annelsina Trigueiro, pesquisadora das culturas dos povos indígenas do Nordeste. Ela é professora do Departamento de Comunicação da UFPB e tem mestrado e doutorado pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. A organização do colóquio foi de Élison Silva, Ítalo Di Lucena, Laís Albuquerque e Sara Formiga.

No primeiro vídeo, Annelsina fala sobre as influências da modernidade na cultura dos índios.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Futebol como fator de integração cultural

Quem acompanha o mundo do futebol provavelmente já ouviu o jargão "a língua da bola é universal". E é disso que trata o texto abaixo, que mostra como o esporte mais popular do Brasil tem uma função social e cultural em nosso país, e até no mundo inteiro. Em várias ligas, como a espanhola, a inglesa, a alemã e a francesa, os times são formados por jogadores de nacionalidades e culturas diferentes, mas quando a bola rola, todas as diferenças ficam em segundo plano. (Élison Silva)

O futebol sempre terá suas particularidades se comparado com outras ações culturais. Esse fato proporciona um estudo singular do meio social através das “lentes da bola”. Os aspectos sociais contidos na experiência de sua prática permitem uma boa análise sobre a identificação, a significação e até o valor que ele tem na vida de seus personagens, principalmente quando estes são os jovens.
Esse esporte é um fenômeno cultural caracterizado pela participação e integração de todos, independentemente de classe social ou econômica. 

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Colóquio sobre diversidade cultural




No dia 18 de junho a turma da disciplina Jornalismo e Cidadania recebeu o professor Élio Chaves Flores para discorrer acerca da Diversidade Cultural. Élio é professor associado do Departamento de História da Universidade Federal da Paraíba, atuando também nas áreas de educação étnico-racial, cidadania e cultura política, e direitos humanos. Temas como o etnocentrismo, as políticas públicas no Brasil de manutenção da diversidade sociocultural, a indústria cultural e globalização versus a diversidade cultural foram abordados no colóquio que você confere abaixo.

O conceito de diversidade cultural
Muitas vezes, o conceito de diversidade cultural pode causar dúvidas. No vídeo abaixo, o professor Élio Flores explica o que é diversidade cultural. 




A diversidade cultural como crítica ao etnocentrismo
O ser humano tem a mania de achar que a sua cultura é padrão de comportamento e, por isso, acaba julgando as tradições diferentes. Logo abaixo, o professor Élio Flores explica como a diversidade cultural funciona em oposição à homogeneização e imposição cultural.



segunda-feira, 19 de maio de 2014

A macumba e sua representação na cultura popular



O vídeo “Toca macumba, João!” teve grande circulação na internet e chama atenção pelos comentários dos internautas. A afirmação de que a criança está possuída por um espirito demoníaco me levou a refletir como os elementos da cultura africana ainda são desconhecidos e banalizados.  

O termo "macumba" nomeia um antigo instrumento musical de percussão de origem africana, porém popularmente é utilizado de forma pejorativa para designar práticas religiosas de origem afrodescendente. Macumbeiro é todo aquele que pratica cultos das religiões afro-brasileiras trazidas pelos escravos, como o candomblé e a umbanda.  

Deixo claro que não pretendo entrar na questão religiosa, mas colocar as práticas da cultura popular afro-brasileira, que se manifestam também na religião – a macumba especificamente - como forma de expressão legitima e, por assim ser, digna de ser respeitada.  

Vivemos em um país multicultural e nossas raízes culturais têm uma influência africana muito forte, porém a desqualificação folclórica das expressões afrodescendentes e o preconceito contra as seus símbolos religiosos apontam o desconhecimento da importância do negro para a nossa cultura. Portanto, lutar contra o preconceito cultural é garantir o respeito entre as raças e suas formas de se expressar.  

Nathalia Correia