segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Ele me deu o nome de Malala


Por Giovana Ferreira


Não há nada de errado em se dizer feminista. Eu sou feminista porque ‘feminismo’ é outra palavra para igualdade.

A paquistanesa Malala Yousafzai, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2014, ganhou um documentário que teve sua estreia em novembro, em um festival em Londres. Após o lançamento, Malala foi entrevistada pela atriz Emma Watson, Embaixadora da ONU Mulheres, a respeito da igualdade de direitos entre os gêneros.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

“Mas acho que nunca mais voltarei lá”

Descrição para cegos: Foto mostra Caetano Veloso á esquerda e Gilberto Gil à direita abraçados e sorridentes com um dos braços levantados em forma de cumprimentação. 

Por Laísa Mendes

Os que não simpatizam com o governo de Israel têm sonhado com maneiras de derrubá-lo. Surge, assim, um movimento chamado BDS – Boicote Despojar Sanção.
         Criado por acadêmicos palestinos, o movimento apela aos indivíduos, empresas, faculdades, igrejas, cidades, artistas e até países, para isolarem Israel econômica e socialmente. Eles alegam que os palestinos que vivem na Faixa de Gaza e na Cisjordânia são maltratados por Israel.O boicote seria uma forma de pressão pelo fim da ocupação de territórios palestinos.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Proibição da mutilação genital feminina avança em países Africanos

Campanha do The Guardian pelo fim da mutilação genital feminina (FGM).

Por Giovana Ferreira

A prática da mutilação genital, que consiste na remoção parcial ou total do órgão genital feminino, é comum principalmente nos países africanos e do Oriente Médio. Neles, estima-se que mais de 130 milhões de mulheres foram submetidas ao procedimento, porém a prática também vigora em outros lugares do mundo.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Pesquisadora levou o Toré para debate em Jornada de Artes Cênicas


Por Laísa Mendes

A Cultura Popular em processos artísticos e pedagógicos foi tema de um dos grupos de trabalho na Sexta Edição da Jornada de Pesquisa em Artes Cênicas. Uma das pesquisas apresentadas foi a da mestranda em Antropologia pela Universidade Federal da Paraíba Larissa Isidoro.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Discussões migratórias com Michel Agier

Por Giovana Ferreira

Devido à atual crise humanitária e o contexto migratório mundial, que se encontra em evidência, a discussão sobre questões e políticas migratórias se faz relevante. Na quarta-feira, 25 de novembro, a UFPB sediou um debate com o antropólogo francês Michel Agier sobre o tema “Migrações, fronteiras e cosmopolitismo”.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Nem todos são do Estado Islâmico


Por Laísa Mendes


          Ataques terroristas. É o assunto mais debatido em todos os meios de comunicação, desde o atentado do radical Estado Islâmico (EI) em Paris, na sexta-feira (13), que matou mais de 120 pessoas e deixou cerca de 350 feridas.
Em meio a tanto terror que se impregna no mundo inteiro, não há como se esquecer daqueles que são muçulmanos, mas não fazem parte do EI e ainda sofrem preconceitos devido às atrocidades cometidas pelo grupo. No senso comum, todo mulçumano apoia, potencialmente, as ações do Estado Islâmico, quando não é exatamente assim.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

A luta pelo reconhecimento das novas culturas

Por Laísa Mendes

    O mundo presencia momentos de muitos questionamentos e de mudanças, todas embasadas na vontade de ser reconhecido, de “se encontrar” em meio a tantos requisitos impostos para fazer parte de determinado grupo. Bandeiras que buscam defender suas ideias e culturas são levantadas com mais frequência.
    Cada um procura sua forma de questionar seu lugar na sociedade, sejam com caminhadas, manifestações, pichações, músicas. Estas reivindicações que antes ficavam restritas aos adultos hoje passam a ser alvo de crianças como a pequena Soffia, de 11 anos, que vive no dia a dia a busca pelo reconhecimento da sua cultura e identidade negra.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Apelo à comunidade internacional

Família Guarani e Kaiowá vivendo à margem de uma rodovia 

Um dos principais empecilhos à sobrevivência dos povos indígenas no Brasil é a demarcação de suas terras, motivo gerador de muitos conflitos. Porém, os procedimentos jurídicos e administrativos levam muito tempo e certas tribos, como os Guarani e Kaiowá, recorrem a órgãos internacionais para assegurar esse e outros direitos essenciais. Enquanto isso, eles enfrentam violência e intolerância em várias frentes, protagonizados por fazendeiros, pistoleiros, madeireiros e políticos. A reportagem a seguir, do portal Adital, mostra o percurso do líder indígena Elizeu Lopes em busca do apoio internacional. (Giovana Ferreira)

Sem apoio do governo brasileiro, Guarani e Kaiowá buscam solidariedade internacional

Gean Rocha
Elizeu Lopes, líder indígena do povo Guarani-Kaiowá, no Estado do Mato Grosso do Sul, concedeu, recentemente, uma entrevista na sede do Instituto Socioambiental, em São Paulo, para falar sobre os ataques frequentes e violentos de fazendeiros contra comunidades indígenas, bem como sobre o encaminhamento das denúncias às organizações e organismos internacionais, a exemplo do Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Precisamos falar sobre o estupro e a Valentina



Jade Vilar

O estupro tem muitas nuances. É uma arma de guerra, usada contra milhares de mulheres de países em conflito civil, e é uma postagem no Twitter incentivado a sexualização de uma criança.
Valentina tem 12 anos. Ela participa da atual edição infantil do programa Masterchef, da emissora Band. Valentina é uma criança e se comporta como tal. Ela chora com a pressão das provas de culinária e brinca com os seus colegas de elenco. Esta semana Valentina foi vítima da “cultura do estupro”. 

Cultura negra é retratada para crianças


Grande parte dos preconceitos são adquiridos na infância. Parte dele é assimilada através das representações do diferente como algo fora do padrão ou da normalidade. Por isso, muitos projetos tentam combater o racismo desde o inicio. Em consonância a essas propostas, surgiu um novo desenho, na TV Brasil, que retrata o cotidiano de uma familia negra. O objetivo é combater o preconceito de forma mais lúdica e inserir, nas atividades das crianças, a presença da população negra e da sua cultura. (Laísa Mendes)

Lançado em São Paulo, novo desenho da TV Brasil valoriza cultura negra

Por Marli Moreira - Repórter da Agência Brasil

Um grupo de crianças, entre 4 e 5 anos de idade, conheceu hoje (19) a mais nova atração da TV Brasil: o desenho animado Guilhermina e Candelário.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Oriente Médio cultural



Foto: Shirin Neshat
O Oriente Médio ainda é sinônimo de mistério e violência para muitas pessoas. É essa a imagem que os noticiários do mundo inteiro transmitem diariamente, e foi esse cenário que incomodou o escritor Joobin Bekhrad. Ele nasceu no Teerã e quando foi morar no Canadá percebeu o quão desconhecida era a sua terra natal. Joobin criou o site Reorient, onde mostra a cultura que as notícias de guerra escondem. (Jade Vilar)

Reoriente-se


Iraniano cria site sobre a arte e a cultura do Oriente Médio buscando disseminar uma nova visão sobre a região

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Salvadores humanitários ou financiadores de guerra?

Rachel Unkovic/International Rescue Committee
Atualmente o mundo vive o que a mídia intitula de uma das maiores crises migratórias da humanidade. Mais de 300 mil pessoas já tentaram atravessar ilegalmente o mar Mediterrâneo este ano e mais de 2,5 mil morreram na travessia. Os Estados mais poderosos do mundo relatam gastos exorbitantes com doações para conter a crise humanitária. Os imigrantes, em sua maioria, fogem de guerras civis, conflitos financiadas em grande parte pelos países que mais dizem doar e menos aceitam acolhê-los. João Fernando Finazzi e Reginaldo Nasser, mestrando e professor respectivamente, do curso de Relações Internacionais da PUC, debateram o assunto em texto publicado no portal Forum. (Jade Vilar)

 O mito da intervenção humanitária

Joao Fernando Finazzi e Reginaldo Nasser

 Desde 2011 foram alocados por volta de US$ 16 bilhões em ajuda militar para o conflito sírio, abastecendo as mais variadas facções, incluindo o Estado Islâmico e o próprio regime de Bashar. Os países que destinaram mais recursos são, ao mesmo tempo, os que menos aceitam os sírios provenientes da guerra.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Webséries retratam a vida de descendentes de africanos na Europa


A cineasta e escritora Cecile Emeke criou uma websérie para o YouTube intitulada “Ackee & Saltfish”. Ela narra a história de duas amigas jovens e negras nascidas em Londres, descendentes de pais imigrantes da África. A trama aborda temas sociais bastante debatidos atualmente, como diversidade cultural, gênero e gentrificação (super valorização de um local, tirando as características arquitetônicas e sociais originais dos espaços). A cineasta também criou e disponibilizou duas séries de entrevistas curtas, intituladas “Strolling” e “Flâner”, com histórias de pessoas negras nascidas na Europa. São diversos aspectos da cultura e sociedade inglesa, vistas pelo ângulo dos afrodescendentes. O jornal espanhol El Diario publicou uma resenha das obras de Cecile. (Jade Vilar)

Jovens, negros e europeus: webséries abordam vivências de filhos da diáspora africana na Europa
Por Carmén López – Tradução de Mari-Jô Zilveti

Britânica de origem jamaicana, Cecile Emeke traz em seus trabalhos as vozes da juventude negra no Reino Unido e na França, enquanto a alemã de origem ruandesa Amelia Umuhire conta histórias de afro-europeus em Berlim. O trabalho da cineasta e escritora londrina Cecile Emeke ficou conhecido entre o público europeu e norte-americano há alguns meses, graças à sua websérie “Ackee & Saltfish”. Gravada em 2014, seria um curta-metragem, mas a diretora decidiu postá-lo no YouTube por capítulos, prendendo assim a audiência e deixando aberta a possibilidade de continuar a história.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

III Colóquio sobre Diversidade Cultural – com Margarete Almeida

Descrição para cegos: foto mostra a professora Margarete e a câmera
filmando-a, com ela aparecendo no visor

A professora Margarete Almeida foi a convidada da turma de Jornalismo e Cidadania, do curso de Jornalismo da Universidade Federal da Paraíba, para o III Colóquio de Diversidade Cultural. O encontro ocorreu no dia 6 de maio de 2015, e nele foram discutidos temas como o surgimento dos Estudos Culturais e sua influência social; o conceito de cultura; o multiculturalismo; midiatização da cultura e o Relativismo Cultural. Formada em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela UFPB, Margarete Almeida concluiu o Doutorado em Sociologia pela mesma Universidade, em 2010. Margarete é coordenadora do GEM: Grupo de Estudo e Pesquisa em Gênero e Mídia. A organização do colóquio foi de Giovana Ferreira, Ingrid Trigueiro, Jade Vilar e Laísa Mendes.


Confira o colóquio na íntegra:


Surgimento dos Estudos Culturais 

No primeiro vídeo, a professora Margarete Almeida fala sobre o contexto do surgimento do campo de Estudos Culturais e sua aceitação no meio acadêmico.