quarta-feira, 17 de maio de 2017

Cultura de quilombo-indígena foi tema de evento em João Pessoa

Descrição para cegos: foto da antropóloga Larissa Isidoro posando com um peça da exposição, que é um manequim de uma criança vestida com roupa típica do quilombo. Larissa tem o braço direito em volta dos ombros da peça. Atrás dela há vários quadros da mostra, parcialmente visíveis.

O evento aconteceu no último dia 6, na Estação Cabo Branco, e contou com apresentações culturais e roda de diálogo. Seguindo a programação, foi inaugurada a mostra Tiririca dos Crioulos: pessoas fortes na luta, que permanece até o final de junho e faz parte do projeto-ação Do Buraco ao Mundo. A iniciativa atua desde 2014 no quilombo-indígena Tiririca dos Crioulos, localizado no município de Carnaubeira da Penha, em Pernambuco. Ouça a matéria feita por Joanderson Almeida para o programa Espaço Experimental, que vai ao ar todos os sábados, às 9 h, na Rádio Tabajara AM (1.110 KHz), produzido pela Oficina de Radiojornalismo do curso de Jornalismo da UFPB. (Priscila Monteiro)

sábado, 13 de maio de 2017

Apropriação cultural em campanhas publicitárias

Descrição para cegos: ilustração mostra cauda de um peixe como se ele acabasse de mergulhar em mar revolto. Sobre essa imagem, há um céu coberto de nuvens.

No seu blog FolkMídia , o professor Osvaldo Meira Trigueiro, pesquisador na área de folkcomunicação, publicou uma análise da apropriação das manifestações culturais na mídia brasileira e em campanhas publicitárias. No artigo Contos e lendas no contexto da folkcomunicação e nos comerciais para televisão  ele destaca como manifestações culturais, a exemplo dos contos e lendas, têm aceitação do público em comerciais e como são recriadas e adaptadas por interesses econômicos. (Laura Crystiane)

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Falar língua portuguesa é militância

Mia Couto. Foto: Wkimedia Commons/Voice of America
Descrição para cegos: Foto do escritor Mia Couto olhando para a câmera (Foto: Wkimedia Commons/Voice of America)

No Dia Internacional da Língua Portuguesa, comemorado no 5 de maio, o escritor moçambicano Mia Couto afirmou em entrevista às jornalistas Laura Gelbert e Monica Grayley da Web Rádio ONU News, que cultivar o idioma é uma “militância pela diversidade”. O escritor, que é ganhador do prêmio Camões de 2013, descreve a língua portuguesa como parte do seu corpo, e argumenta que falar a língua portuguesa é um ato de militância, considerando que há uma tendência hegemônica em adotar uma única língua no mundo. Você pode conferir a entrevista completa clicando aqui. (Priscila Monteiro)

terça-feira, 9 de maio de 2017

Carimbó nas rádios de Belém

Descrição para cegos: foto de casal de dançarinos de carimbó de frente para o outro. No lado direito, a mulher de costa segurando a saia; no esquerdo, o homem com os braços para trás. Ambos com o figurino de estampa florida nas cores branco, vermelho e laranja.


                                                                                  Por Laura Crystiane

Em muitas regiões do país, a cultura local, principalmente a de raiz, vem sendo relegada pela mídia comercial, que geralmente se preocupa em reproduzir o que lhe chega dos polos hegemônicos.
Para tentar preservar uma das manifestações culturais mais importantes do Pará, a Câmara de Vereadores da capital Belém aprovou uma lei que obriga a execução do carimbó nas rádios locais. O projeto de autoria do presidente da câmara, o vereador Mauro Freitas (PSDC), seguiu para a sanção do prefeito Zenaldo Coutinho.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Comunidade Tiririca dos Crioulos inicia exposição


Descrição para cegos: cartaz da exposição “Tiririca dos Crioulos: Pessoas fortes na luta”, ilustrado com fotos de uma mulher e um homem de idade avançada vestidos formalmente e colocados lado a lado. O texto, em tipografia variada e cores diversas, o nome, local, data e programação simplificada do evento.
Por Geovanna Adya

Neste primeiro sábado de maio, inicia-se a exposição Tiririca dos Crioulos: Pessoas fortes na luta que permanece, gratuitamente, aberta à visitação até o final de junho na Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes.
O evento de abertura está previsto para as 14h com a roda de diálogo Arte, Patrimônio e Políticas Culturais: construindo pontes para a educação das relações étnico-raciais. Comporão a mesa entidades e grupos envolvidos com o projeto que deu origem ao material utilizado na mostra. 

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Da periferia para todo Pernambuco

Descrição para cegos: Reginaldo Rossi (o rei do brega) cantando em um palco com os braços erguidos e os dedos indicadores apontados para cima.
Por Priscila Monteiro

Gênero musical muito cultuado na periferia do Recife, o brega pode se tornar uma expressão cultural do estado de Pernambuco. No dia 25 de abril a Assembleia Legislativa aprovou o projeto de lei de autoria do deputado estadual Edilson Silva (PSOL), que prevê a elevação do gênero musical a expressão cultural genuinamente pernambucana.
O projeto foi aprovado com unanimidade nas comissões de Constituição e Legislação, Finanças, Administração Pública, e Educação e Cultura. Agora a proposta segue para sanção do governador do estado, Paulo Câmara.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Precisamos falar sobre a música negra

Descrição para cegos: foto de quatro músicos negros tocando Jazz. Um toca saxofone, ao seu lado, outro está tocando trompete, atrás destes dois, outro segura um contrabaixo acústico e, no canto da foto, um músico toca piano, de costas para a câmera. Todos vestem paletó e gravata.

O artigo
Por que precisamos provar que a música negra é negra?, publicado no Obuli aborda a apropriação cultural no universo da música de origem afro. O autor, Jun Alcântara, problematiza o protagonismo branco em gêneros musicais criados por negros. Ele faz uma retrospectiva da música negra desde o Jazz Bebop, que surgiu como um estilo tocado por negros, para um público branco, ao rap nacional, que para o autor é a maior forma de expressão política dos negros. Jun afirma que ninguém é contrário à participação de pessoas brancas na música negra, mas denuncia a falta de espaço para os cantores negros nos seus próprios gêneros musicais.(Priscila Monteiro)

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Após polêmica, Amazon doa livros gratuitos

Descrição para cegos: imagem de um leitor de e-book sendo olhado por uma pessoa, cuja imagem está desfocada, que segura uma xícara próximo à boca.
Por Priscila Monteiro

Após divulgar campanha que criticava ação do prefeito de São Paulo contra grafites, a Amazon Brasil foi convidada por João Doria no último dia 28 a doar livros à cidade. Em resposta, a empresa disponibilizou e-books gratuitos em seu site.
Os internautas podem baixar de forma gratuita um dos 36 livros disponíveis pelo site da Amazon.com.br. Obras de autores clássicos na literatura brasileira como Machado de Assis, Raul Pompéia e Manuel Antônio de Almeida estão disponíveis para leitura no computador, celular ou tablet.

segunda-feira, 27 de março de 2017

A Máquina: muito mais que uma história de amor

Descrição para cegos: cartaz do filme com o título na parte superior, tendo como fundo do letreiro imagem do coração de Cristo, de onde saem raios. Abaixo a representação se repete na roupa do protagonista, que é abraçado por traz por seu par romântico. Nas laterais esquerda e direita aparecem, de cada lado, dois personagens masculinos do filme. Na parte inferior os nomes dos atores e patrocinadores, sendo possível ler os de Paulo Autran, Gustavo Falcão e Mariana Ximenes.
Por Laura Crystiane

O filme brasileiro A Máquina: o Amor é o Combustível, dirigido por João Falcão, inspirado no livro de mesmo nome da autora Adriana Falcão, conta uma história de amor. Com um enredo bem elaborado, a trama vai além do romance dos protagonistas Antônio (Gustavo Falcão) e Karina (Mariana Ximenes) retratando o êxodo rural e as manifestações culturais nordestinas.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Vídeo engraçado revela estereótipos e preconceito


Descrição para cegos: cena da entrevista ao vivo do professor Robert Kelly de sua casa à BBC. O professor está em uma cadeira na frente da câmera e sua esposa no fundo tirando seus dois filhos da sala onde Robert falava à BBC.
Por Priscila Monteiro

No dia 10 o professor norte-americano Robert Kelly concedeu uma entrevista ao vivo de sua casa à BBC para comentar o impeachment da presidenta sul-coreana Park Geun-hye. Mas a transmissão saiu surpreendentemente do planejado. Os dois filhos de Robert entraram na sala de onde o comentarista realizava a entrevista através de webcam e em seguida uma mulher com traços orientais chegou para tirar as duas crianças do local, ainda durante o link ao vivo.
O vídeo da entrevista foi postado nas redes sociais e viralizou. Em poucos dias de repercussão, as redes estavam cheias de comentários sugerindo que a mulher seria a babá das crianças.

domingo, 12 de março de 2017

Diversidade cultural na obra de Tzvetan Todorov

Descrição para cegos: foto de Tzvetan Todorov sentado com as mãos entrelaçadas.

 Em matéria no Observatório da Diversidade, a doutora em sociologia Suylan Midlej lamenta a morte do filósofo contemporâneo Tzvetan Todorov. O búlgaro morreu no início de 2017, aos 77 anos. Ele deixou um rico acervo de obras nas áreas da filosofia, linguística, antropologia e história. Suylan, admiradora do trabalho do filósofo, recomenda a leitura da produção intelectual de Todorov para o debate sobre a pluralidade de culturas. (Priscila Monteiro)

quinta-feira, 2 de março de 2017

Muito além da batucada da Ala Ursa

Descrição para cegos: no alto, no canto esquerdo da foto, imagem com integrantes do grupo segurando o estandarte que desfilou na avenida. Nas outras imagens, componentes da agremiação postos em fila, vestidos com macacões listrados nas cores preto e amarelo, com meias vermelhas e chapéus vermelhos com detalhes de listras preto e amarelo. 

Por Jaqueline Lima

Uma das atrações certas no Carnaval Tradição de João Pessoa, as ala ursas, mostram toda sua desenvoltura na avenida Duarte da Silveira. Resistindo ao tempo e às adversidades, a batucada apresenta ao público a beleza dessa produção cultural.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Diversidade cultural ganha destaque no Oscar 2017

Descrição para cegos: cartazes publicitários dos filmes: "Lion: uma jornada para casa" no qual, em close, aparece a face de um jovem indiano e uma imagem em marca d’água de uma criança andando nos trilhos do trem; do filme “Um limite entre nós”, onde, em close, se destaca um casal negro abraçado sorrindo; de “Estrelas além do tempo” onde 3 mulheres negras aparecem caminhando para a frente em lugar onde está escrito no piso “NASA” e há um foguete sendo lançado ao fundo; e, por fim, o pôster de "Até o último homem" onde um soldado aparece carregando outro sobre os ombros.

Por Geovanna Adya

Um dos mais prestigiados prêmios do cinema mundial, o Oscar, ganha destaque em 2017 pelo ineditismo de suas indicações, recordes estabelecidos e diversidade cultural apontada nas obras nomeadas.

Oferecida pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas da Califórnia, Estados Unidos, a premiação, por vezes, é acusada pela crítica de favorecer o cinema norte-americano e as histórias que envolvam seus procedimentos culturais. Apesar de o comentário ser de cunho opinativo, é inegável a observação de certos padrões seguidos pela Academia.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

São Paulo cidade linda ou cidade cinza?


Descrição para cegos: fotografia dos grafites de alguns artistas de rua e dois carros passando na Avenida 23 de maio.
Por Priscila Monteiro

Um dia após tomar posse do cargo de prefeito da cidade de São Paulo, João Doria lançou o programa “São Paulo Cidade Linda”, que tem o objetivo de revitalizar a capital paulista através de 24 iniciativas que incluem a manutenção, o reparo e a limpeza de ambientes públicos, segundo o site da Prefeitura.
O programa gerou polêmica ao propor “limpar” a arte de rua das principais avenidas de São Paulo. Nas ações já realizadas na Avenida 9 de Julho e na Avenida Paulista Doria participou vestido com o uniforme de gari. E na ação realizada na Av. 23 de Maio, Doria, que também esteve presente no local, mandou cobrir de cinza trechos da avenida sob a justificativa de que as pichações foram cobertas porque estavam "envelhecidas demais ou mutilada por pichações".