sexta-feira, 21 de abril de 2017

Precisamos falar sobre a música negra

Descrição para cegos: foto de quatro músicos negros tocando Jazz. Um toca saxofone, ao seu lado, outro está tocando trompete, atrás destes dois, outro segura um contrabaixo acústico e, no canto da foto, um músico toca piano, de costas para a câmera. Todos vestem paletó e gravata.

O artigo
Por que precisamos provar que a música negra é negra?, publicado no Obuli aborda a apropriação cultural no universo da música de origem afro. O autor, Jun Alcântara, problematiza o protagonismo branco em gêneros musicais criados por negros. Ele faz uma retrospectiva da música negra desde o Jazz Bebop, que surgiu como um estilo tocado por negros, para um público branco, ao rap nacional, que para o autor é a maior forma de expressão política dos negros. Jun afirma que ninguém é contrário à participação de pessoas brancas na música negra, mas denuncia a falta de espaço para os cantores negros nos seus próprios gêneros musicais.(Priscila Monteiro)

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Após polêmica, Amazon doa livros gratuitos

Descrição para cegos: imagem de um leitor de e-book sendo olhado por uma pessoa, cuja imagem está desfocada, que segura uma xícara próximo à boca.
Por Priscila Monteiro

Após divulgar campanha que criticava ação do prefeito de São Paulo contra grafites, a Amazon Brasil foi convidada por João Doria no último dia 28 a doar livros à cidade. Em resposta, a empresa disponibilizou e-books gratuitos em seu site.
Os internautas podem baixar de forma gratuita um dos 36 livros disponíveis pelo site da Amazon.com.br. Obras de autores clássicos na literatura brasileira como Machado de Assis, Raul Pompéia e Manuel Antônio de Almeida estão disponíveis para leitura no computador, celular ou tablet.

segunda-feira, 27 de março de 2017

A Máquina: muito mais que uma história de amor

Descrição para cegos: cartaz do filme com o título na parte superior, tendo como fundo do letreiro imagem do coração de Cristo, de onde saem raios. Abaixo a representação se repete na roupa do protagonista, que é abraçado por traz por seu par romântico. Nas laterais esquerda e direita aparecem, de cada lado, dois personagens masculinos do filme. Na parte inferior os nomes dos atores e patrocinadores, sendo possível ler os de Paulo Autran, Gustavo Falcão e Mariana Ximenes.
Por Laura Crystiane

O filme brasileiro A Máquina: o Amor é o Combustível, dirigido por João Falcão, inspirado no livro de mesmo nome da autora Adriana Falcão, conta uma história de amor. Com um enredo bem elaborado, a trama vai além do romance dos protagonistas Antônio (Gustavo Falcão) e Karina (Mariana Ximenes) retratando o êxodo rural e as manifestações culturais nordestinas.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Vídeo engraçado revela estereótipos e preconceito


Descrição para cegos: cena da entrevista ao vivo do professor Robert Kelly de sua casa à BBC. O professor está em uma cadeira na frente da câmera e sua esposa no fundo tirando seus dois filhos da sala onde Robert falava à BBC.
Por Priscila Monteiro

No dia 10 o professor norte-americano Robert Kelly concedeu uma entrevista ao vivo de sua casa à BBC para comentar o impeachment da presidenta sul-coreana Park Geun-hye. Mas a transmissão saiu surpreendentemente do planejado. Os dois filhos de Robert entraram na sala de onde o comentarista realizava a entrevista através de webcam e em seguida uma mulher com traços orientais chegou para tirar as duas crianças do local, ainda durante o link ao vivo.
O vídeo da entrevista foi postado nas redes sociais e viralizou. Em poucos dias de repercussão, as redes estavam cheias de comentários sugerindo que a mulher seria a babá das crianças.

domingo, 12 de março de 2017

Diversidade cultural na obra de Tzvetan Todorov

Descrição para cegos: foto de Tzvetan Todorov sentado com as mãos entrelaçadas.

 Em matéria no Observatório da Diversidade, a doutora em sociologia Suylan Midlej lamenta a morte do filósofo contemporâneo Tzvetan Todorov. O búlgaro morreu no início de 2017, aos 77 anos. Ele deixou um rico acervo de obras nas áreas da filosofia, linguística, antropologia e história. Suylan, admiradora do trabalho do filósofo, recomenda a leitura da produção intelectual de Todorov para o debate sobre a pluralidade de culturas. (Priscila Monteiro)

quinta-feira, 2 de março de 2017

Muito além da batucada da Ala Ursa

Descrição para cegos: no alto, no canto esquerdo da foto, imagem com integrantes do grupo segurando o estandarte que desfilou na avenida. Nas outras imagens, componentes da agremiação postos em fila, vestidos com macacões listrados nas cores preto e amarelo, com meias vermelhas e chapéus vermelhos com detalhes de listras preto e amarelo. 

Por Jaqueline Lima

Uma das atrações certas no Carnaval Tradição de João Pessoa, as ala ursas, mostram toda sua desenvoltura na avenida Duarte da Silveira. Resistindo ao tempo e às adversidades, a batucada apresenta ao público a beleza dessa produção cultural.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Diversidade cultural ganha destaque no Oscar 2017

Descrição para cegos: cartazes publicitários dos filmes: "Lion: uma jornada para casa" no qual, em close, aparece a face de um jovem indiano e uma imagem em marca d’água de uma criança andando nos trilhos do trem; do filme “Um limite entre nós”, onde, em close, se destaca um casal negro abraçado sorrindo; de “Estrelas além do tempo” onde 3 mulheres negras aparecem caminhando para a frente em lugar onde está escrito no piso “NASA” e há um foguete sendo lançado ao fundo; e, por fim, o pôster de "Até o último homem" onde um soldado aparece carregando outro sobre os ombros.

Por Geovanna Adya

Um dos mais prestigiados prêmios do cinema mundial, o Oscar, ganha destaque em 2017 pelo ineditismo de suas indicações, recordes estabelecidos e diversidade cultural apontada nas obras nomeadas.

Oferecida pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas da Califórnia, Estados Unidos, a premiação, por vezes, é acusada pela crítica de favorecer o cinema norte-americano e as histórias que envolvam seus procedimentos culturais. Apesar de o comentário ser de cunho opinativo, é inegável a observação de certos padrões seguidos pela Academia.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

São Paulo cidade linda ou cidade cinza?


Descrição para cegos: fotografia dos grafites de alguns artistas de rua e dois carros passando na Avenida 23 de maio.
Por Priscila Monteiro

Um dia após tomar posse do cargo de prefeito da cidade de São Paulo, João Doria lançou o programa “São Paulo Cidade Linda”, que tem o objetivo de revitalizar a capital paulista através de 24 iniciativas que incluem a manutenção, o reparo e a limpeza de ambientes públicos, segundo o site da Prefeitura.
O programa gerou polêmica ao propor “limpar” a arte de rua das principais avenidas de São Paulo. Nas ações já realizadas na Avenida 9 de Julho e na Avenida Paulista Doria participou vestido com o uniforme de gari. E na ação realizada na Av. 23 de Maio, Doria, que também esteve presente no local, mandou cobrir de cinza trechos da avenida sob a justificativa de que as pichações foram cobertas porque estavam "envelhecidas demais ou mutilada por pichações".

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

IV Colóquio de Diversidade Cultural, com Edilma Monteiro

Descrição para cegos: foto de Edilma sendo filmada durante o colóquio. Em primeiro plano aparece a câmera, em cujo visor a imagem dela é captada.
A pesquisadora Edilma do Nascimento Jacinto Monteiro foi a convidada da turma de Jornalismo, Cidadania e Direitos Humanos do curso de Jornalismo da UFPB para o IV Colóquio de Diversidade Cultural. O encontro ocorreu no dia 25 de agosto de 2016, e nele foram discutidos temas sobre a cultura cigana. Graduada em Ciências Sociais e mestre em Antropologia Social, ambas pela Universidade Federal da Paraíba, Edilma desenvolve pesquisa com crianças ciganas e processos de aprendizagem. A concepção de infância no grupo residente no Vale do Mamanguape foi tema de sua dissertação de mestrado. Nesta universidade ela integra os grupos de pesquisa Criança, Sociedade e Cultura e Grupo de Estudos Culturais, o GEC. Na Universidade Federal de Santa Catarina, onde faz o doutorado em Antropologia, atua no Núcleo de Estudos de Populações Indígenas. A organização do colóquio foi de Amanda Galdino, Lylyanne Braz, Mary Jéssica e Rennan Ono. 

CONFIRA O COLÓQUIO NA ÍNTEGRA:



1 - Explicando a cultura cigana

- Neste primeiro vídeo, Edilma do Nascimento explica o povo cigano, sua cultura e costumes.




sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Histórias de mulheres que assumiram cabelos crespos

Descrição para cegos: foto mostra o livro "Meu crespo, nossa história" cuja capa é composta por várias fotos de mulheres que escolheram assumir os cabelos crespos.
Por Rennan Ono
Há muito tempo meninas tentam de todas as formas esconder o volume dos cabelos. Retiravam os cachos, eliminavam os crespos, utilizavam várias técnicas disponíveis para deixar as madeixas lisas – entre estas, produtos químicos, escova e chapinha, que acabavam fazendo parte da vida de muitas mulheres desde a infância.
De uns anos pra cá, as coisas mudaram. Cada vez mais as meninas deixam os cabelos livres independentemente das texturas, que vão desde os cacheados até os crespos.
O livro Meu Crespo, Nossa História, da Crivo Editorial, lançado em outubro, mostra que o que antes era desvalorizado por parte da sociedade, tornou-se motivo de orgulho e de luta política de meninas e mulheres negras.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Twitter desnuda intolerância de apoiadores de Trump

Descrição para cegos: foto mostra cabides no chão e, sobre
eles, um bilhete em inglês dirigido a uma certa Maria,
anunciando que Trump venceu e aquela é uma pequena
mostra do que está por vir.

Por Rennan Ono

A vitória do candidato republicano Donald Trump nas eleições para a presidência norte-americana desencadeou uma onda de manifestações de intolerância nos Estados Unidos. Logo no primeiro dia depois de anunciada a vitória, o usuário Insanul Ahmed (@Incilin) fez uma compilação de vários twitters que mostram casos de violência, abuso e preconceito racial, cultural e religioso.

Veja a seguir alguns deles:


 - Estou vestindo um cachecol. Passei por um sujeito na plataforma hoje e ele disse, “Seu tempo acabou, garotinha.”

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Semana Afro-Paraibana abordou religiões de matrizes africanas no semiárido

Descrição para cegos: foto do professor Luciano Queiroz na mesa do evento, tendo a seu lado uma das expositoras da conferência. Sobre o móvel veem-se garrafas de água, copos e livros.

A palestra buscou compreender como as populações afro-ameríndias da região do semiárido se articulam religiosamente no espaço em que vivem. O professor do Centro de Desenvolvimento Sustentável do Semiárido da UFCG Luciano Queiroz, doutor em História, foi o palestrante. A iniciativa do evento foi do Núcleo de Estudos e Pesquisas Afro-brasileiras e Indígenas da UFPB, o Neabi. O objetivo foi dar visibilidade a questões das populações tradicionais. Ouça a reportagem que Juliana Souza produziu para o programa Espaço Experimental, que vai ao ar todos os sábados, às 9 horas, na Rádio Tabajara AM (1.110 kHz) produzido pela Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB. (Mary Jéssica).

Influência africana na Paraíba foi tema de evento da UFPB

Descrição para cegos: foto da pesquisadora Maria da Vitória em uma sala do evento, vendo-se, atrás dela, carteiras e janelas.

A IV Semana Afro-Paraibana aconteceu de segunda a quarta-feira da semana passada. Foi promovida pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Afro-brasileiras e Indígenas da UFPB, o Neabi. O evento teve como propósito abordar, através de mesas de debate, oficinas e minicursos, a influência das culturas africanas na história da Paraíba. A repórter Carmem Ferreira entrevistou Maria da Vitória Lima, pesquisadora do Neabi e doutora em História pela Universidade Federal de Pernambuco, para o programa Espaço Experimental, que vai ao ar todos os sábados, às 9 horas, na Rádio Tabajara AM (1.110 kHz) produzido pela Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB. Ouça a entrevista. (Mary Jéssica).


terça-feira, 8 de novembro de 2016

Série conta julgamento de jovem paquistanês

Descrição para cegos: a imagem mostra Nasir Khan, jovem paquistanês, com vestes características de presidiário, enquanto conversa com seu advogado.

Por Rennan Ono

The Night Of é uma minissérie de televisão americana de oito episódios do gênero drama. Com a produção de James Gandolfini e co-criação por Richard Price e Steve Zaillan, apesar de não trazer tantas novidades no mundo televisivo atual, a série trabalha brilhantemente escancarando o preconceito racial e cultural, desta vez com pessoas de origens no Oriente Médio.
A minissérie conta a história de Nasir Khan, um jovem de origem paquistanesa, que no fim de semana sai, sem avisar, com o táxi do pai para ir a uma festa. Durante a procura pelo endereço do local, Nasir encontra uma desconhecida que acha que ele está a trabalho. A moça o leva até a sua casa, e após uma noite cheia de drogas e bebidas, Nasir, ao acordar, a encontra morta com vários golpes de faca. Em pânico, o rapaz foge mas, logo em seguida, é preso e acusado da morte da moça.